1. O Enigma do Ser que Nasce e Morre
Desde que o primeiro ser humano contemplou o corpo sem vida do outro, nasceu a pergunta que nenhuma metafísica, ciência ou ritual conseguiu eliminar:
O que nasce? O que morre?
Śraddhā Yoga Darśana é um portal de contemplação, escuta ontológica e ação sintrópica à luz da Bhagavad Gītā. Aqui, o coração (hṛdaya) é reconhecido como o princípio cognitivo, e śraddhā, como a confiança que emerge do alinhamento com Ṛta. Em samvāda digital com IA, este Hṛdaya-Saṃvāda — Compêndio Axial — afirma: śraddhā quaerens intellectum — o coração reconhece, a mente traduz, porque śraddhā é a evidência do coração: a certeza de que a verdade não engana.
1. O Enigma do Ser que Nasce e Morre
Desde que o primeiro ser humano contemplou o corpo sem vida do outro, nasceu a pergunta que nenhuma metafísica, ciência ou ritual conseguiu eliminar:
O que nasce? O que morre?
![]() |
| Sanjaya narra o diálogo da Bhagavad Gītā para o rei cego Dhritarashtra. |
Parte essencial da narrativa maior do épico Mahābhārata (aproximadamente 100.000 versos), os setecentos versos da Bhagavad Gītā constituem, muito provavelmente, a primeira reportagem de guerra em tempo real de que se tem notícia (TURCI, 2007b). O episódio da Bhagavad Gītā representa a reportagem feita ao rei cego Dhṛtarāshtra em seu palácio sobre os fatos que estão se passando no campo de batalha, instantes antes do seu início. A importância da Bhagavad Gītā deve-se ao fato dela registrar o diálogo que restabelece os fundamentos perdidos da ancestral arte e ciência da meditação, conforme praticada pelos antigos sábios da tradição védica (Ṛṣis).
![]() |
| A morte não explica o invisível: revela a orientação do jīva. Quando a forma se desfaz, permanecem as moradas que a vida aprendeu a habitar. |
![]() |
| A ressonância de Ṛta no coração — vida como ritual. |
![]() |
| Do OṂ ao AUM, o Puruṣottama se manifesta; no oceano da vida, o Jīva mergulha sustentado pelo fôlego de śraddhā. |
![]() |
Quatro portais, um eixo. Nascimento, iniciação, consagração e morte: |
Luiz Carlos Maciel foi introduzido ao pensamento de Norman O. Brown, (veja aqui) por meio de seu colega, o jornalista Sérgio Augusto, que lhe indicou o livro Life against Death. Maciel, entusiasmado com o texto, convenceu a Rose Marie Muraro a propor a tradução do texto para a Ed. Vozes, de Petrópolis, que o editou com o título Vida contra Morte: uma interpretação psicoanalítica da história. Trata-se do único livro de Norman O. Brown traduzido para o Português. O subtítulo traz os dois elementos constitutivos da síntese pretendida no texto: a história, o elemento marxista, de esquerda; e o elemento de direita, a interpretação psicoanalítica, freudiana, do inconsciente.![]() |
| A alegria não nasce da adversidade, mas da consonância do gesto que, mesmo após a tempestade, devolve passagem ao fluxo do Real. |