Bhagavad Gītā 15.7 e a Pessoa como Escala Viva do Real
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| BhG 15.7 — O aṃśa eterno não é um fragmento separado do Todo, mas uma escala viva de participação: singularidade sem isolamento, comunhão sem dissolução. |
Proêmio — A parte impossível
Há problemas que se deixam esclarecer quando os dividimos. Este não. Perguntar o que é a pessoa significa perguntar como a singularidade pode ser real sem se tornar absoluta, e como a unidade pode ser originária sem apagar a diferença. Se isolamos a pessoa, transformamo-la em substância fechada: o outro se torna exterior, a relação se torna acidente e o Real se reduz ao horizonte do indivíduo. Se a dissolvemos, porém, desaparece justamente aquele que reconhece, responde, ama, erra e retorna. Entre o fragmento autossuficiente e a aparência descartável, a ontologia da pessoa permanece sem morada.






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