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2026-01-27

O MOVIMENTO DO SER

(A Contemplação como Morada e a Unidade dos Dois Pássaros)
1. O Encontro dos Dois Pássaros

Toda a angústia humana – e toda a sua busca – pode ser resumida na distância imaginária entre dois pássaros pousados na mesma árvore. A antiga metáfora védica nos apresenta o primeiro pássaro, o Jīva (a alma egoica), inquieto, saltando de galho em galho, provando os frutos doces e amargos da experiência, perdido na vertigem do vir-a-ser. O segundo pássaro, o Ātman (o Espírito), permanece imóvel. Ele não come, não busca, não teme; ele apenas observa. Ele é a Testemunha Silenciosa, a plenitude que é.

2025-02-09

Śraddhā Yoga e a Sabedoria Universal: Reflexões à Luz da Oração do Amanhecer

No silêncio do amanhecer, quando o mundo ainda dorme e o céu se pinta com as primeiras luzes, o universo nos convida à escuta: bhāvana namaḥ! É nesse instante que a chamada Oração do Amanhecer, atribuída à tradição franciscana, ressoa como um convite à paz, à sabedoria e ao amor — valores que atravessam, com nomes distintos, as grandes tradições do Oriente e do Ocidente:
Senhor,
No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-Te a paz, a sabedoria, a força.
Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor.
Quero ser paciente, compreensivo, manso e prudente.
Quero ver além das aparências os teus filhos,
Como tu mesmo os vês e assim não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha o meu coração.
Que todos os que de mim se acercarem sintam a Tua presença.
Reveste-me de Tua beleza, Senhor.
E que no decurso deste dia eu Te revele a todos.
(Oração do Amanhecer — tradição franciscana; versões variam)