(A Contemplação como Morada e a Unidade dos Dois Pássaros)
1. O Encontro dos Dois Pássaros
Toda a angústia humana – e toda a sua busca – pode ser resumida na distância imaginária entre dois pássaros pousados na mesma árvore. A antiga metáfora védica nos apresenta o primeiro pássaro, o Jīva (a alma egoica), inquieto, saltando de galho em galho, provando os frutos doces e amargos da experiência, perdido na vertigem do vir-a-ser. O segundo pássaro, o Ātman (o Espírito), permanece imóvel. Ele não come, não busca, não teme; ele apenas observa. Ele é a Testemunha Silenciosa, a plenitude que é.
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