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2026-04-17

Sūtrātman

O Fio Vivo da Respiração e a Teia da Consciência Fractal
Sūtrātman — o fio vivo da respiração consciente
A prática do japa costuma ser imaginada como repetição vocal ou contagem de sementes. No horizonte do Śraddhā Yoga Darśana, porém, sua forma mais alta é mais simples e mais profunda: uma escuta ontológica da própria respiração. O mantra primordial não é algo que se adquire do exterior. Ele já pulsa em nós, a cada instante, como som espontâneo da vida: haṃsaḥ.

2020-04-05

Heartfulness – Meditação Guiada

Yantra do Amigo Celeste
Nota de desambiguação. Neste roteiro, “heartfulness” designa a prática contemplativa do hṛdaya no Śraddhā Yoga Darśana, não filiação institucional ao movimento contemporâneo homônimo. Aqui, o termo indica a recondução da respiração, da atenção, do mantra e da oferenda ao coração lúcido.
Esta prática pertence ao pequeno corpo litúrgico da Dinacaryā do Śraddhā Yoga Darśana1. Sua função é abrir o dia como estado interior do hṛdaya: antes de qualquer tarefa, decisão ou prática formal, o coração recolhe-se, escuta e se alinha à ordem viva de Ṛta.

À luz do ensaio “O Despertar Ontológico”, esta meditação guiada deve ser compreendida como o desdobramento formal de um gesto mais originário: o recolhimento da consciência no instante anterior à captura pelo primeiro pensamento. Quando esse reconhecimento ocorre espontaneamente ao despertar, o dia já nasce do eixo. Quando a dispersão já se instalou, a prática formal reconduz a respiração, a mente e a ação ao foco absoluto do coração.

2019-04-06

A Bhagavad Gītā como Metáfora da Arte e da Ciência da Contemplação

A Bhagavad Gītā como a Expressão Paradigmática da Metáfora Fundamental sobre a Arte e a Ciência da Meditação
Sanjaya narra o diálogo da Bhagavad Gītā
para o rei cego Dhritarashtra.
A Bhagavad Gītā constitui-se como um resgate da história da arte e da ciência da contemplação, preparada por práticas meditativas, sob a forma de uma reportagem ao rei cego Dhritarashtra, em tempo real, do diálogo entre os príncipes Krishna e Arjuna, instantes antes do início da grande batalha final do Mahābhārata. Representa um pequeno diálogo de coração-a-coração (saṃvāda), de 700 versos, dentro da narrativa maior do épico (aproximadamente 100.000 versos), onde o protagonista Arjuna1 escuta de Krishna como desenvolver a śraddhā2 necessária para sair do seu “estado de ilusão e confusão mental” em relação ao dharma (sagrado) e para dar sequência ao processo de individuação do Ser e, consequentemente, de comunhão com o sagrado.