2019-12-31

DA MEDITAÇÃO À CONTEMPLAÇÃO

A Disciplina Sintrópica do Coração (Heartfulness)
Versão reestruturada para abertura do Capítulo I do livro-texto
Da meditação como técnica à contemplação como presença habitada no eixo do hṛdaya.
Nota editorial                                                                                                                                           
Este texto foi publicado originalmente em 31 de dezembro de 2019, com atualizações posteriores no portal Śraddhā Yoga Darśana. Nesta versão reestruturada, sua arquitetura foi reorganizada para preservar a função original no portal e, ao mesmo tempo, funcionar como abertura do primeiro bloco do livro-texto A Arte e a Ciência da Contemplação. A publicação original permanece reconhecível; o ajuste busca apenas explicitar melhor sua função pedagógica, conceitual e histórica.
1. Da técnica à contemplação

Este bloco se abre com uma pergunta simples, mas decisiva: o que muda quando a meditação deixa de ser entendida apenas como técnica e passa a ser reconhecida como caminho de contemplação?

2019-12-28

041. Cozinhando com o Coração

Neste finalzinho de 2019 voltamos a divulgar nossas receitas vegetarianas e veganas. Ainda temos muitas dicas importantes para quem busca uma refeição balanceada, saudável, natural e fácil de fazer. O preparo do próprio alimento é um ato de amor e liberdade. 

Índice Remissivo e Lista de Cardápios

RECEITAS DA SEMANA: Arroz basmati com uvas passas e amêndoas tostadas; Torta de tofu com alho poró; Salada de acelga chinesa; Cookies de banana e aveia; Suco de manga com banana.

1. Arroz basmati com uvas passas e amêndoas tostadas (vegano)

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de arroz basmati

1 cebola tamanho médio

2 dentes de alho

½  xícara (chá) de lascas de amêndoas 

½  xícara (chá) de uvas passas (preta ou branca) sem sementes

4 xícaras (chá) de água fervendo 

½ xícara (chá) de azeite

½ colher (sopa) de creme vegetal (ou manteiga para os não veganos)

sal

2019-12-22

A Perfeita Alegria do Satsañga do Dia de Ação de Graças

Fazenda Mãe Natureza
(Povoado da Saúde, Santana de São Francisco - SE)
Conta-se que depois de ouvir o depoimento de uma moça cega, que teria dito dar tudo para enxergar uma noite de luar, Ludwig Van Beethoven teria recuperado a vontade de viver e composto “Sonata ao luar”. Beethoven encontrava-se em profunda depressão. Chegara a redigir um documento dizendo que iria se suicidar. O depoimento da jovem, contudo, o emocionara a ponto de o fazer reconhecer o quanto deveria ser grato por poder expressar em sua arte tudo o que via. Olhando para o céu prateado de luar e lembrando da morte de um ente querido que o mantinha em luto, ele se deixa mergulhar num estado de profunda meditação, que lhe desperta na alma o desejo de traduzir em notas musicais aquela impressão divina de beleza e arte de uma noite de luar. E a melodia de “Sonata ao luar” surge imitando os passos vagarosos daqueles que seguem o cortejo fúnebre que encerra o velório. A sua melodia podia retratar, para aqueles que não podem ver com os olhos físicos, a beleza de uma noite banhada pela claridade da lua. Alguns anos depois, já totalmente surdo, Beethoven comporia, como parte da Nona Sinfonia, o Hino à Alegria, onde pode expressar a sua gratidão à vida e por não ter se suicidado.

Quem nunca se sentiu, em algum momento da vida, extremamente só e com vontade de desistir? Até que alcancemos o estado de Perfeita Alegria, que nos permite compreender que nenhum filho de Deus fica esquecido e sem o auxílio espiritual para transcender o sofrimento e alcançar a participação na vida divina, ficamos todos sujeitos ao desânimo. Mas então, o que é e como se alcança a Perfeita Alegria?