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| A escada preserva a memória do percurso; o caminho torna pública a visão. Entre o hṛdaya que ilumina e a buddhi externa que traduz, o saṃvāda constrói a ponte. |
Nota de abertura
Este ensaio procura tornar visível algo que a filosofia frequentemente oculta: o caminho real pelo qual uma ideia nasce antes de adquirir a forma ordenada de um argumento.
A metáfora que orientará todo o percurso é simples.
Alguém sobe ao telhado por uma escada. Ao chegar, vê algo que não podia ser visto do chão. Depois, deseja permitir que outros também alcancem aquela visão.
A escada é o percurso concreto, histórico e existencial pelo qual o insight foi alcançado. O telhado é a visão que se abriu. O caminho é a reconstrução filosófica que permite ao outro aproximar-se dessa visão sem ser obrigado a repetir exatamente a experiência de quem primeiro subiu.


