Do paraíso perdido à cultura sintrópica
I. A criança chega antes da conta
Imagine uma criança chegando a um mundo onde as árvores dão fruto, os rios correm limpos e um lugar à mesa já foi preparado. A criança nada fez para merecer isso. Não houve entrevista, avaliação de produtividade futura, exame de cidadania. Alguém reconheceu que uma vida chegou e começou a cuidar dela.
Agora imagine a mesma chegada num mundo onde as árvores estão cercadas, a água é controlada e a mesa está posta para outras pessoas. A criança entra no mundo, mas as condições de habitá-lo já estão atribuídas. Antes de aprender a andar, depende de um lugar decidido por outros.


