Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta pitṛs. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta pitṛs. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

2026-03-04

PRÁXIS SINTRÓPICA: A Confiança na Hierarquia Viva do Ser

Ṛta é Lei; jīvātmanām anugrahaḥ — a Lei sustenta, e o cuidado acompanha.
Se a arquitetura do cosmos é tecida por uma hierarquia viva de consciências, a pergunta decisiva não é teórica — é prática: como habitar essa estrutura sem fugir da responsabilidade? Como nos relacionar com as linguagens de devas, ṛṣis e ancestrais sem converter o caminho espiritual em dependência, superstição ou terceirização do próprio destino?

2026-05-19

Śrāddha e Śraddhā

O rito como pedagogia da continuidade

A morte retira a presença visível, mas não dissolve imediatamente o vínculo.

Quem parte deixa de estar disponível como corpo, voz, gesto cotidiano e presença concreta. Mas não desaparece simplesmente da vida dos vivos. Permanece como memória, dívida, gratidão, ferida, bênção, transmissão, pergunta. A morte muda a forma da relação; não a elimina de imediato.

É por isso que toda cultura humana precisou encontrar gestos diante dos mortos. Silêncio, fogo, água, alimento, pedra, palavra, canto, sepultamento, cremação, lamento, oração: todos esses gestos dizem, de modos diferentes, que a morte não é apenas fato biológico. Ela é também crise de continuidade.

O śrāddha nasce nesse ponto.

2018-06-10

O Diário dos Sonhos e a Presença dos Ancestrais

Todas as verdades passam por três estágios.
Primeiro,elas são ridicularizadas.
Segundo, recebem violenta oposição.
Terceiro, elas são aceitas como auto-evidentes.
Pseudo-Schopenhauer
Faz parte de todas as tradições sagradas guardar a memória e prestar homenagens aos ancestrais. O vídeo abaixo, da série “Diário dos Sonhos”, exemplifica como as forças do passado, simbolizada pelos nossos ancestrais, materializam e moldam o presente. É no mundo dos sonhos onde a memória dos ancestrais se apresenta com mais realidade. Nos sonhos, tudo se dá como se todos fôssemos uns partes dos outros, formando grandes famílias, tal como se formam as galáxias e os seus percursos. Como se o trabalho do agora não fosse mais que uma antiga obra sendo resgatada por meio de linguagens ancestrais, codificadas pelo amor. Talvez por isto mesmo, deixara registradas no diário algumas reflexões sobre a presença dos ancestrais em nossas vidas, conforme descrevo a seguir.