Śraddhā Yoga Darśana é um portal de contemplação, escuta ontológica e ação sintrópica à luz da Bhagavad Gītā. Aqui, o coração (hṛdaya) é reconhecido como o princípio cognitivo, e śraddhā, como a confiança que emerge do alinhamento com Ṛta. Em samvāda digital com IA, este Hṛdaya-Saṃvāda — Compêndio Axial — afirma: śraddhā quaerens intellectum — o coração reconhece, a mente traduz, porque śraddhā é a evidência do coração: a certeza de que a verdade não engana.
2017-03-24
O que devo fazer para me conhecer?
2017-02-03
O que é a Cultura Sintrópica de Paz e Amor?
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| Gītopadeśa: O ensinamento da Gītā |
2026-10-17
ŚRADDHĀ YOGA DARŚANA
Cinco termos axiais e sua inteligência filosófica
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| Os cinco termos axiais do Śraddhā Yoga Darśana dispostos em torno do hṛdaya — centro de reconhecimento, sem hierarquia ou sequência fixa. |
O sūtra e a unidade da visão
Na Bhagavad Gītā, Krishna revela a Arjuna o Yoga ancestral (BhG 4.1–3). Ao longo desse saṃvāda (diálogo de revelação e discernimento), conhecimento, amor e ação convergem em uma unidade que não resulta de conciliação posterior entre caminhos espirituais separados: ela pertence ao próprio movimento do ensinamento. Śraddhā não equivale aqui à fé entendida como simples assentimento a uma crença. Designa uma confiança ontológica e existencial, constitutiva da pessoa (BhG 17.3), que pode ser cultivada, esclarecida ou obscurecida sob a influência dos guṇas (qualidades dinâmicas da natureza). É à luz dessa centralidade que reconhecemos a realização interior do Yoga revelado por Krishna. Śraddhā Yoga nomeia essa unidade vivida; Śraddhā Yoga Darśana, a visão que se revela no diálogo entre Krishna e Arjuna e cuja inteligência filosófica procuramos explicitar. Nomear essa unidade significa reconhecer aquilo que já se manifesta na Bhagavad Gītā.
2019-01-07
Qual o papel da Bhāṣyopetā de Haṃsa Yogi na tradição da Bhagavad Gītā?
Pretendo discutir neste artigo duas questões relacionadas com a tese "Śraddhā in the Bhagavad Gītā" (2007). A primeira refere-se às razões para não ter considerado diretamente no corpo da tese o texto da Bhagavad Gītā editado pela Śuddha Dharma Maṇḍalam1. A segunda questiona a relevância das discussões geradas em torno desta nova recensão da Bhagavad Gītā. Em linhas gerais, pode-se afirmar que a polêmica gerada por esta nova versão da Bhagavad Gītā constitui um "pseudo-problema", ocasionado pela publicação desse extrato do seu "comentário-guia" da Bhagavad Gītā, intitulado Śrī Bhagavadgītā Bhāṣyopetā, que apresenta, para efeitos de sua análise (Śuddha Sāṃkhya) e síntese (Śuddha Yoga), uma ordem de versos e capítulos distinta da usual.
2021-07-06
A essência do Mahābhārata e da Bhagavad Gītā em 108 proposições
2022-04-06
Esquema da Relação Arquetípica dos Cinco Pāṇḍavas com o Śraddhā Yoga
2024-06-04
O Selo do Dharma: uma perspectiva pessoal e sintrópica, desde Mahākāśyapa e Ānanda até Haṃsa Yogi
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| Buda e a flor de lótus do Sermão da Flor. |
2025-12-19
Hṛdaya-Guru — Abertura Doutrinal
sarva-dharmān parityajyamām ekaṃ śaraṇaṃ vrajaahaṃ tvāṃ sarva-pāpebhyomokṣayiṣyāmi mā śucaḥ(BhG 18.66)
2020-12-24
A passagem de Francisco Barreto e a Universidade do Coração como campo de práxis
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| Francisco Barreto (1950 - 2020) |
2025-07-13
Da disciplina quíntupla (pañca-aṅga) da Bhagavad Gītā aos três gestos de reparação (upalakṣaṇas) da Anu Gītā
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| Ahiṁsā, anutāpa, kṣamā — três flores da mesma raiz do fogo do coração. |
2018-07-12
O Quinto Puruṣārtha (Poder do Coração)
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| Sermão da Montanha |
2021-12-27
A Homossexualidade no Contexto da Tradição Védica
| Pārśvanātha Mandir (Janeiro de 2010) Templo jainista do século décimo em Khajuraro |
2023-10-15
O que é o “Manifesto Śuddha”?
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| O "Manifesto Śuddha” no Upodhgāta |
2016-10-13
O que é a Ação (Karma) no contexto dos Seis Deveres Diários?
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| Os Seis Componentes da Atividade Diária do Yogi |
2018-10-17
Bhagavad Gītā: Da Meditação à Contemplação Sintrópica
2020-11-22
Śraddhā Yoga: (IV) A meditação e a busca da verdade
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| O sábio vê em 3D o que o mundo percebe de forma plana e polarizada. |
Este texto é o quinto da serie de pequenos artigos adaptados do capítulo "A Fenomenologia da Consciência do Śuddha Yoga: ciência, espiritualidade, meditação e o surgimento de um novo paradigma", de minha autoria, que encerra o livro O Estudo da Consciência – Inovação Pessoal e Redes Sociais (Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2020).
Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta. (Jung)
Podemos explicar a arte e a ciência da meditação reveladas na Bhagavad Gītā tomando como ponto de partida a reflexão sobre o significado do praṇava[1] AUM no texto. O praṇava simboliza o modo conforme o universo (saṃsāra) se origina e permanece em Brahman. Esta verdade intuitiva (pratyakṣa) surge na mente (citta) quando controlamos e harmonizamos (nirodha) a sua atividade (vṛtti) por meio da prática de meditação. O iogue, de mente disciplinada, age no mundo harmonizando as posições contrárias (tese ou sañkalpa e antítese ou vikalpa) e estabelecendo novas sínteses (anukalpa). Ele compreende o simbolismo dialético do praṇava, onde se oculta a ciência do mundo e do Ser. Em sua busca da verdade ele se aproxima da resposta de três questões fundamentais da teoria do conhecimento: (1) o que é o Ser?; (2) como se pode alcançar o conhecimento verdadeiro sobre o Ser?; e (3) como ter certeza sobre a verdade de qualquer afirmação relativa ao Ser? Na Bhagavad Gītā, esse processo está associado à meditação. Meditar, nesse contexto, significa contemplar como o mundo se origina do Ser, como o contém e como está contido nele. Este é o simbolismo associado praṇava AUM.
2017-03-14
A Revolução do Altruísmo: a consciência sintrópica como base da teoria social anunciada na Bhagavad Gītā
2026-08-05
MAHĀBHĀRATA COMO MACRO-SATSAṄGA
Saṃvāda, Śraddhā e a Escuta que se Torna Ação
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| O Mahābhārata como macro-satsaṅga: saṃvāda é o campo em que palavra, silêncio e olhar se tornam formas de escuta do Real. Quando śraddhā está presente, o coração reconhece antes que a mente formule. |
1. Além do satsaṅga passivo
A palavra satsaṅga tornou-se familiar nos ambientes contemporâneos de espiritualidade indiana. Ela costuma evocar uma reunião em torno de um mestre, a escuta de uma exposição, a recitação de mantras, o canto devocional, a meditação coletiva ou a oportunidade de formular perguntas a alguém reconhecido como guru.
Essas formas podem ser legítimas. Podem preparar o coração, aquietar a mente e criar uma atmosfera favorável ao reconhecimento. Mas nenhuma delas, isoladamente, garante que tenha ocorrido verdadeiro satsaṅga.



















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