Tratado sintrópico sobre a inteligência do coração
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| Arjuna entre a noite e a aurora: o coração luminoso reconhece o Real para além de suas projeções. Círculo e retângulo não esgotam o objeto; prudência e coragem reencontram sua unidade em śraddhā. |
Nota editorial sobre o uso do hífenEm textos anteriores, utilizei ocasionalmente “bom-senso” com hífen como marcador provisório para distinguir o discernimento do coração do simples bom senso racional ou socialmente convencional. Neste tratado, essa solução gráfica é preservada apenas como memória metodológica. A formulação mais precisa será bom senso sintrópico ou discernimento do coração: a integração entre buddhi e hṛdaya sob a orientação de śraddhā.
Prólogo — O paradoxo do discenimento
Vivemos uma época de excesso de racionalidade e carência de bom senso. Paradoxo aparente. Nunca se calculou tanto, nunca se modelou tanto, nunca se submeteu tanta coisa ao crivo da lógica formal e da análise quantitativa. E, no entanto, as decisões coletivas parecem cada vez mais insensatas. As instituições vacilam. As certezas colapsam. E o indivíduo, entregue a um mar de informações, sente-se mais desorientado do que nunca.


