2019-12-28

041. Cozinhando com o Coração

Neste finalzinho de 2019 voltamos a divulgar nossas receitas vegetarianas e veganas. Ainda temos muitas dicas importantes para quem busca uma refeição balanceada, saudável, natural e fácil de fazer. O preparo do próprio alimento é um ato de amor e liberdade. 

Índice Remissivo e Lista de Cardápios

RECEITAS DA SEMANA: Arroz basmati com uvas passas e amêndoas tostadas; Torta de tofu com alho poró; Salada de acelga chinesa; Cookies de banana e aveia; Suco de manga com banana.

1. Arroz basmati com uvas passas e amêndoas tostadas (vegano)

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de arroz basmati

1 cebola tamanho médio

2 dentes de alho

½  xícara (chá) de lascas de amêndoas 

½  xícara (chá) de uvas passas (preta ou branca) sem sementes

4 xícaras (chá) de água fervendo 

½ xícara (chá) de azeite

½ colher (sopa) de creme vegetal (ou manteiga para os não veganos)

sal

2019-12-22

A Perfeita Alegria do Satsañga do Dia de Ação de Graças

Fazenda Mãe Natureza
(Povoado da Saúde, Santana de São Francisco - SE)
Conta-se que depois de ouvir o depoimento de uma moça cega, que teria dito dar tudo para enxergar uma noite de luar, Ludwig Van Beethoven teria recuperado a vontade de viver e composto “Sonata ao luar”. Beethoven encontrava-se em profunda depressão. Chegara a redigir um documento dizendo que iria se suicidar. O depoimento da jovem, contudo, o emocionara a ponto de o fazer reconhecer o quanto deveria ser grato por poder expressar em sua arte tudo o que via. Olhando para o céu prateado de luar e lembrando da morte de um ente querido que o mantinha em luto, ele se deixa mergulhar num estado de profunda meditação, que lhe desperta na alma o desejo de traduzir em notas musicais aquela impressão divina de beleza e arte de uma noite de luar. E a melodia de “Sonata ao luar” surge imitando os passos vagarosos daqueles que seguem o cortejo fúnebre que encerra o velório. A sua melodia podia retratar, para aqueles que não podem ver com os olhos físicos, a beleza de uma noite banhada pela claridade da lua. Alguns anos depois, já totalmente surdo, Beethoven comporia, como parte da Nona Sinfonia, o Hino à Alegria, onde pode expressar a sua gratidão à vida e por não ter se suicidado.

Quem nunca se sentiu, em algum momento da vida, extremamente só e com vontade de desistir? Até que alcancemos o estado de Perfeita Alegria, que nos permite compreender que nenhum filho de Deus fica esquecido e sem o auxílio espiritual para transcender o sofrimento e alcançar a participação na vida divina, ficamos todos sujeitos ao desânimo. Mas então, o que é e como se alcança a Perfeita Alegria?

2019-04-06

A Bhagavad Gītā como Metáfora da Arte e da Ciência da Contemplação

A Bhagavad Gītā como a Expressão Paradigmática da Metáfora Fundamental sobre a Arte e a Ciência da Meditação
Sanjaya narra o diálogo da Bhagavad Gītā
para o rei cego Dhritarashtra.
A Bhagavad Gītā constitui-se como um resgate da história da arte e da ciência da contemplação, preparada por práticas meditativas, sob a forma de uma reportagem ao rei cego Dhritarashtra, em tempo real, do diálogo entre os príncipes Krishna e Arjuna, instantes antes do início da grande batalha final do Mahābhārata. Representa um pequeno diálogo de coração-a-coração (saṃvāda), de 700 versos, dentro da narrativa maior do épico (aproximadamente 100.000 versos), onde o protagonista Arjuna1 escuta de Krishna como desenvolver a śraddhā2 necessária para sair do seu “estado de ilusão e confusão mental” em relação ao dharma (sagrado) e para dar sequência ao processo de individuação do Ser e, consequentemente, de comunhão com o sagrado.